A menina dos olhos: mudanças entre as edições
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enina-mulher, já aos 48 anos, nunca teve dono. MMuitos quiseram possuí-la. Ciúmes e intrigas | |||
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Edição das 09h19min de 8 de novembro de 2015
Prefácio
Yvone Salles de Oliveira
Sílvia de Freitas Datovo, a Silvinha, como é conhecida, é mineira natural de Machado e cambuiense de alma. Jornalista, amante das artes e da cultura.
Há dezesseis anos encantou-se pela cidade e sua história. Os cambuienses exercem verdadeiro fascínio sobre ela. O que a encanta? A nossa alegria, a capacidade de sonhar e realizar grandes sonhos, a solidariedade de seu povo, a conquista de sua hegemonia social. Saborear as histórias de seu livro é uma satisfação, elas nos invadem a memória, nos trazem de volta ao passado. Com um olhar aguçado da realidade, ela consegue transmitir sentimentos e emoções, em uma linguagem leve e informal. Os relatos são históricos: pertencem a um povo e a um momento da vida desse povo. Contando a história do Clube Literário, consegue entrar em nossas vidas, em nosso passado, onde as imagens aflorarão em nossas mentes, transportando-nos a infância e adolescência. Eis a nossa história, mesclada a tantas outras.
A escolha do nome “A Menina dos Olhos” segundo a autora, foi devido a representatividade que o Clube Literário exerce sobre as pessoas da cidade. Os sentimentos se misturam: amor, ciúmes,raiva e orgulho, que só as pessoas apaixonadas possuem.
Os vazios, você pode preencher com as suas palavras, a sua história. Porque você é que faz com que cada gesto, palavra, emoção ou presença seja importante, especial e único.
Assim, o livro “A Menina dos Olhos” se torna uma leitura obrigatória para os cambuienses e para quem mais queira penetrar na cultura de um povo guerreiro, honesto e acolhedor.
Que todos que a lerem possam tocar a magia que transforma palavras em imagens, em recordações de tempos felizes.
Clube Literário e Recreativo de Cambuí: 48 anos de História
enina-mulher, já aos 48 anos, nunca teve dono. MMuitos quiseram possuí-la. Ciúmes e intrigas fizeram parte da sua jornada. Caiu muitas vezes, mas como uma equilibrista, conseguiu se manter em pé. Festeira, acolhedora, boêmia, imponente, independente. Fonte de inspiração de poetas e intelectuais, que ao cair da noite nela buscavam refúgio. Envelhecente, já está na maturidade, trazendo consigo muitas cicatrizes de um passado bem vivido. Assim se apresenta a todos, pois a todos eles pertence. Ela é da cidade, é do povo, ela é a “Menina dos Olhos de Cambuí”. Ao som do Bolero, da Valsa, Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália, MPB, Sertanejo, Rock-in-Roll, Axé, a Menina cresceu. Acompanhou todas as fases do crescimento e da tecnologia, sempre tentando evoluir juntamente com a história e como foi longa e conturbada esta história! Marcada por disputas e controvérsias, a Menina soube surgir, imergir da vanguarda, das dificuldades. Em silêncio marcou seus passos - pequenos, porém, indeléveis. Nela surgiram amores, alegrias, amargores. Quantas vidas, quantos primeiros beijos, quantos primeiros olhares, quantas súplicas, quantas declarações de amor, quantas comemorações amalgamam-se entre suas paredes. Foram muitas. Uma história recheada de suspiros, de medos, de silêncio e riso. De som, de abraços, de suor e cerveja. Uma história singular, profunda. Uma história de homens e suas idéias. De pessoas e seus sonhos. De dificuldades. Uma história que a todos convidamos submergir, buscando rostos e lembranças,