Minha vida em Cambuí: mudanças entre as edições
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== Também apertava campainha == | == Também apertava campainha == | ||
Edição das 09h27min de 10 de novembro de 2015
Texto: Luís Carlos Silva Eiras
Desenho: Laís Cristina Soares Eiras (6 anos)
Eu nasci em Cambuí,
uma cidade muito bonita, numa tarde de sábado. Tinha muito Sol.
Quando neném
eu ficava num cercadinho de cadeiras e saia dizendo:
- Não, não. Não, não...
Na escola
eu subia nas carteiras dos colegas e saia pulando de carteira em carteira. A professora me colocava de castigo.
E na rua
eu jogava bola.
Soltava papagaio.
Andava no mato
caçando passarinho e subindo nas árvores.
Nadava e pescava
no rio de Cambuí que chama “Ribeirão das Antas”.
Nos dias de chuva,
eu ficava na janela da minha casa e quando os outros passavam eu gritava: – Oooooooooo.... E quando a pessoa olhava, eu escondia.
Também apertava campainha
na casa dos outros e saía correndo.
Nas festas juninas
eu soltava balão.
Quando fiquei maiorzinho,
eu andava a cavalo.
Lia história-em-quadrinho.
Ia ao cinema.
Quando o filme começava eu batia o pé no chão. A criançada toda batia também. Fazia aquele barulhão. Então eu parava de bater. O homem do cinema chegava e dava a maior bronca na criançada.
E fazia foguetes e bombas.
== E ouvia no rádio == muita música e programas engraçados.
Eu tive uma vida muito legal,
quando morava em Cambuí com meus pais.